Sep 26
De acordo com os meus valores
Obrigado, Senhor!
Existe um dito popular que diz: “cuidado com aquilo que desejas”.
Porque cuidado? Talvez porque, muitas vezes, não temos discernimento do que realmente queremos, ou aquilo que nos faz bem. Às vezes o tiro sai pela culatra! Bem, estou passando por um momento de muita realização. E essa fase não diz respeito a um grande projeto concretizado, mas é porque todas as circunstâncias na minha vida estão de acordo com os meus valores e o que sempre planejei e desejo.
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Sem comentáriosSep 22
Blogueiro fiel é aquele que compartilha tudo
Olá, pessoal.
Sábado eu estava na praia treinando com a Maya e o Marcelo. Foi um dia bonito, com ondas médias, mas o que vale mesmo é o treino. Como sempre, sabemos que na hora da disputa, o treino é o que faz a grande diferença. Bem, saquei minha máquina fotográfica para fazer fotos do momento, como sempre faço, e a Maya me manda essa:
- Burle, você está demorando muito para atualizar seu blog. Assim não dá!
Essa frase fez com que ficássemos conversando sobre as circustâncias de atualizar uma página dessas. Realmente o blog é um retrato da vida da gente e ele tem fases, assim como a vida real. Passei um tremendo sufoco com esse bicho que me picou, e que até hoje não sei o que foi. Achei que tinha sido uma aranha, pois antes de dormir, na noite da picada, tirei uma bem pequena com uma ‘bunda’ grande (essas são as + venenosas) de cima da cama. Acho que ela pode ter voltado com raiva e ter descontado. Mas não é certo. E, segundo minha querida mãezinha, que leu um livro sobre infecções por mordidas de animais peçonhentos, ela acha que foi um carrapato danado da África.
Ok, não vou ficar me desculpando Maya. Blogueiro fiel é aquele que compartilha tudo, e eu juro que tento. Botei até aquela foto da ferida. HORRÍVEL! E tem outra coisa muito importante, nesse meio tempo passamos por uma mudança. Para melhor, é claro. Porque a vida é assim, não existe um o momento bom e o ruim, e sim a maneira como vemos a situação. Agora estamos no BLOGLOG. Que legal! Vocês não sabem, mas foram 2 messes resolvendo toda a burocracia. Vida nova!
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1 comentárioSep 10
Não se esqueçam que as coisas boas da vida levam tempo!
Que coisa boa é poder aprender com a vida. Nessas últimas semanas procurava entender melhor o que se passava com meu corpo e, mais uma vez, valeu o tempo dedicado para se conhecer melhor. Sem ser paranóico, prefiro de verdade tentar endender o que está se passando e, de preferência, evitar medicamentos. Quase entrei no antibiótico forte! Temos uma sociedade totalmente incentivada ao imediatismo de resultados, o que, ao meu ponto de vista, cada vez mais nos deixa longe do autoconhecimento. Uma sociedade onde o ”resultado” aparentemente rápido (muitas vezes paliativo) é visto como positivo e mais importante que o caminho trilhado que o aprendizado traz. Não se esqueçam que as coisas boas da vida levam tempo! Nesse momento tenho assistido muito as paraolimpíadas. Normalmente me emociono muito com o esporte. Principalmente com as histórias de superação. E o que não falta são bons exemplos. Muito obrigado Senhor por um mundo tão complexo e cheio de oportunidades de aprendizado!
Um grande abraço a todos.
Burle
Com o Dr. Marcelo Baboghiuian do instituto Marazul em SP. A caminho da recuperação.

Minha irmã veio a SP com o marido a trabalho. Foi muito bom revê-los. Ligia, eu, Bruno e minhã irma Isabel (eles moram em Garanhuns - PE, terra de Lula).

Bebel e Caca. Para nossa mainha!

Família reunida em São Paulo.

Futuro campeão de ondas grandes. Quino!

O Cristo Redentor e a Pedra da Gávea ao fundo. Uma cena de boas vindas a cidade maravilhosa.

O dia em que Maurício do Natural do Recreio ficou de babá da molecada e esqueceu o cd do Jack Johnson que estava dando problemas. É isso aí, papai!

Iasmim, Ana Laura, Duda, Saskia e Antônio Pedro. Passeio no Barra Shopping.

Que bicho foi esse que me mordeu? Lembranças da África.

Eu e a Iaia fomos a praia ver o Eraldo e a Maya treinar e demos de cara com um desfile da Marinha Brasileira. Tivemos até submarino!

Iasmim Pitrez Burle, amor da minha vida!

Almoço no Frontera com Eraldo, Iasmim e Maya.

Iasmim, Gordo (cachorro do Eraldo) e o próprio Eraldo. Fizemos uma visita ao amigo.

Coletiva de imprensa das meninas do circuito mundial de surf na Extreme Club.

Carlos Sanfelice, Magoo de la Rosa e Ricardo Bocão. Foi muito bom estar com vários amigos.

Eu, Magoo e Bocão. Esse time tem muita onda boa de experiência!

Sep 3
Até aí tudo normal
Meus amigos, estou passando por um momento daqueles. Êpa! Não me levem a mal, não sou um cara de ficar reclamando. Muito pelo contrário. Acordo agradecendo sempre! Então… Cheguei ao Brasil na vontade de manter o ritmo e fui logo na academia. Até aí tudo normal. Só que no outro dia estava todo dolorido. Parecia com aquele lance que tive na África. Para complicar, ainda apareceu um caroço na perna acompanhado de íngua. Preocupado, fui ao homeopata para dar uma olhada. Achamos que era herpes. Porém foi estranho, pois minha herpes quando vem é labial. Dose cavalar de homeopatia para herpes. Só que nada de melhorar. A ferida na perna foi aumentando e junto com ela a íngua. Eu já estava na maior paranóia, pensando no bicho que tinha trazido da África comigo. No meio disso vários compromissos e eu sentindo uma alteração de temperatura, olhos pesados, dor de cabeça e baixa resistência. Em suma, ainda em São Paulo tive que ir a um hospital de emergência. Hoje já estou bem melhor, fazendo vários exames e ainda vou ter um acompanhamento para uma boa recuperação. Algum mosquito me mordeu e todo mundo que eu mostrava achava que era herpes. O corpo não erra! Quando ele reclama é porque tem algo fora do lugar. Muito obrigado, meu corpinho querido!
Avenida Niemeyer, o melhor visual para se pegar um trânsito. Estava indo para a carreata da Stock Car.

Com o Daniel Serra. Ele estava se preparando para dar umas voltas em alta velocidade no centro do Rio.

Visual de dentro do carro.
O que rolou lá fora.

Sofia, Natália, Ana Luisa e Iasmim, na festa do Lucas Mariano - coleguinha de turma.

Fui fazer uma cromo com a Chris no Maramar e fotografei esse Jacaré no canal do Rio Morto. Seria uma boa se as autoridades procurassem preservar o nosso Recreio dos Bandeirantes.

Visita à fabrica de sabores Tiferet. Os negócios estão de vento em popa.

Apresentação para a Mundie e Advogados em Mogi das Cruzes, SP.

Aug 28
Tem umas coisas por aqui que realmente me deixam triste
Bem vindo ao Brasil!
Romper um ciclo nunca é facil, exige adaptação. Bem, a viagem de volta foi tranquila e na segunda, já recuperado, comecei as atividades. Pelo menos era o que eu achava. Logo percebi que ainda não estou totalmente recuperado da virose que me pegou na África. A imunidade baixou e estou me sentindo daquele jeito. Talvez seja o processo para se acostumar ao ritmo no Brasil. Será?! Não sei, mas tem umas coisas por aqui que realmente me deixam triste. Perdi meu celular na África e tive que fazer um boletim de ocorrência na 16 D.P. da Barrinha, ao lado do jet club. Passei 3 horas para ser atendido e, enquanto isso, vi cenas lamentáveis. Um grupo de crianças, com cerca de 8 a 12 anos, estavam envolvidas com um maior de idade que as aliciava para pequenos furtos e tambem com indícios de abuso sexual. Realmente uma loucura. Ontem, assistindo TV vi outra notícia sobre milícias comandando prostituição infantil nas comunidades. Olha, não tem como não ficar abalado. Espero que cada um de nós possa fazer a diferença com nossos exemplos.
Quero aproveitar para agradecer ao carinho de todos. Acompanho os comentários e fico muito feliz de compartilhar de uma energia tão boa. Fiquem com Deus!
Um grande abraço,
Burle
Donavon Frankenreiter que se cuide!

Compramos uma pequena maternidade de brotos e algumas sementes para começar o cultivo.

Mãos a obra.

Santos Dumont!

Estava morrendo de saudades da Iaia. Almoçamos no Natural do Recreio.

Com o Dr. Leandro Borges.

Depois das 3 horas esperando na delegacia, cheguei na Nextel e descobri que não poderia ter outro aparelho para reposição. Só temos direito a 1 por ano mesmo pagando 10 reais por mês e ainda ter pago o valor do aparelho (320 Reais) que não nos pertence. É mole!
Encontro com o mestre Carlos Humberto. Momentos sagrados!

Fiz uma visita a Redley de Ipanema para dar uma conferida na coleção nova. Muito maneira.

Aug 25
O que precisamos na vida é de bons exemplos
Em 1975, Moçambique ficou independente. De 82 a 92 foram 10 anos de guerra civil. Segundo Bruno, um amigo local, durante esse período o acesso à Ponta do Ouro, que fica bem na fronteira com a África do Sul, era muito difícil. Hoje em dia, Ponta é um ponto turístico bastante frequentado por mergulhadores, surfistas, kitesurfistas ou por quem procura as delícias das praias da região. Nós fomos a busca de novidades. Falar português, pegar um sol em um lugar tropical, cultura, valores e essas coisas que fazem a gente evoluir e entender melhor o mundo e nossas diferenças. O surf report não era dos melhores e o clima não tão quente como esperávamos. Caímos no mar só para mergulhar um pouco, mas passeamos muito pelas redondezas. Achávamos que o custo aqui seria mais barato, mas parece que o turismo já inflacionou a moeda local. Quem vem para cá é bom ter cash. “Aceitamos tudo! Se for forte é lógico.” U$, Euros, Rands e a moeda local são os mais conhecidos. A maioria dos estabelecimentos aceita cartão. Mas aqui não tem caixa eletrônico.
No caminho, já perto da fronteira, paramos para comprar umas frutas em um mercado local.
O visto para Moçambique é tirado na fronteira e custa 172 Rands.

Cruzando a fronteira a pé. Tivemos que deixar nosso carro em um estacionamento (R$20 por dia embaixo da arvore e R$30 na tenda). Aqui, nessa região só se anda de 4 x 4.

O primeiro nascer do sol. Bem em frente à nossa pousada. Promessas de melhora do tempo.

Ficamos no Dolphin-Encountours. 500 Rands por casal o dia.

O condimento aqui é bem parecido com o do Brasil. Sopinha de feijão pela manhã para recuperar. Cheguei aqui e senti o corpo todo dolorido. Fiquei com medo de malária, pois aqui é bem comum. Mas eu acho que foi um vírus misturado com a malhação do flow wave - parece que tomei uma surra. Ficou ruim até para dormir.

Quando a maré baixava os pescadores aproveitavam para chegar em cima dos corais e fazer a festa.
As ondas começam no final dessa ponta e entram baía adentro. É uma onda excelente quando está perfeito.

Ligia admirando a paisagem. Aqui dá para ter uma noção melhor do point break.

Homens e mulheres se juntam em times para pescar.

Praias sem fim para se passear.

Nosso quartinho. Aqui não tem chave nas portas.

Feirinha local!

Negociando uma mandioca. Eu não tinha o dinheiro para comprar o lote todo e demorou um tempo para convencer a Ana, que não era a dona da mercadoria, a dividir a porção.

Aqui é assim que elas carregam os filhos pequenos, amarram nas costas e as crianças nao se mexem de jeito nenhum.

Jacinto é dono de duas barraquinhas. Muito gentil e educado!

Comemos muito bem no Café del Mar.

Cházinho pela manhã vendo o sol nascer.

Passeio pela praia - o vento forte pedia uma camisa comprida.

Algumas vendinhas têm telefone para ligações. Aqui, fazer contato com o mundo é caro e precário.

Ligia, Inês, Lwana, Bruno, eu, João e Felipa. Amigos de Moçambique e Portugal.

Lua cheia!

Nascer do sol!

Descascando a mandioca para o café da manhã.

Visual da região.
Esse casal saiu de Cape Town em direção ao Quênia. Tiveram alguns problemas com as dunas.

Bem parecido com o nordeste do Brasil.

Paramos para ajudá-los pela segunda vez.

De volta à South Africa.

Lateral da moto deles. Boa viagem e fiquem com Deus!

-Sawubona! Good Morning! It’s time to go! 7.30am…
Estamos em Johannesburg, ou Jo’burg como eles preferem chamar por aqui. Cidade grande com fama de perigosa, 6 milhões de habitantes e muito movimento. Devo confessar que não estava com muitas saudades desse barulho frenético, ainda mais depois de alguns dias dormindo perto da natureza, sob um céu estrelado e só o barulhinho do mar.
Até a próxima África! Estou indo embora depois de um mês neste país tão diverso, acolhedor e cheio de surpresas. Foram mais de 3.000km do sul ao leste do continente para chegar até Moçambique. Amo esse lugar e fico feliz ao voltar todos os anos e ver que por aqui as coisas estão melhorando com a integração racial, a evolução do turismo e a esperança do povo.
Hoje pela manhã, no caminho para o aeroporto, ouvimos um depoimento muito bonito que me deixou emocionado. Doug, nosso (feliz) motorista de 60 anos, ex-surfista e mergulhador, contou como há apenas 20 anos a educação era negada aos negros e outras raças - como os indianos e orientais.
“Cidadãos de segunda classe” não podiam permanecer em bairros de brancos após o toque de recolher, sob pena de serem espancados e presos sem julgamentos. Brancos e negros não podiam sentar em bancos lado a lado e as relações inter-raciais eram consideradas imorais pelo regime separatista.
Doug nos contou também sobre Nelson Mandela, um líder negro de origem simples que, tendo nascido sob o regime do Apartheid, lutou a vida toda pela reconciliação e um país mais unido e justo. Como político deu exemplo de honestidade, nunca se envolvendo em corrupções, esquemas ou nepotismo. É muito bom ver todos os Sul Africanos, sem excessão, com orgulho deste líder. Como gostaria que no Brasil tivéssemos esse exemplo! O que precisamos na vida é de bons exemplos.
Fiquem com Deus. Muita paz no coração.
Cenas da África - província de Kwazulu-Natal. Uma nova geração na escola.
Passamos um dia no safári em Phinda Game Reserve. Os animais chamados por “Big Fives” estão por aqui: Leão, Leopardo, Elefante, Rinoceronte, Búfalo.
Duas jovens leoas de 3 anos de idade descansando após uma refeição de zebra, dois dias atrás.

Girafas estão por toda parte. Segundo nosso Ranger, Brett, o único animal que não emite som conhecido pelos humanos.

Pôr do sol clássico na savana!

Dois filhotes de cheetah, o predador mais rápido do mundo.

Nyala macho, a refeição preferida do leão. Tem por todos os lados do parque.

Yebu Gogo! Penny, representante da tribo Zulu, que trabalhava no lodge. Adorou conhecer brasileiros.

Nascer do sol! Seis horas da manhã e prontos para mais uma excursão.
Paisagem típica do inverno, a estação mais seca.

Estamos conhecendo um bocado sobre árvores. Esta é a “Fever Tree”, que contém uma película de pó amarelo no tronco, muito usado pelos povos locais como protetor natural para pele.

Manada de búfalos selvagens. Machos mais velhos são muito temperamentais e agressivos. O caçador pode acabar se tornando a presa.
Interação entre zebras e girafas.

Rinoceronte fêmea de 2 toneladas e seu bebê. Descansando…

Nosso grupo: Bungani, o “spotter”, Brett, o “ranger”, eu e a família de americanos muito simpática que conhecemos.

Nosso bangalô: Phinda Mountain Lodge (ccf africa).

Aug 21
Memórias de uma vida maravilhosa
A estadia com os Ribbinks foi bem divertida. O meu amigo Jason Ribbink é um cara muito engraçado. Eles moram em uma casa no norte de Durban. O conheço há muito tempo por causa do evento de ondas grandes da RedBull. Fizemos uma boa amizade e já conhecia a Marisa, sua esposa, mas não as crianças. É legal ver que a vida vai passando e que, apesar do estilo diferente do surfista, no fundo somos todos iguais. Temos amigos, família, negócios e etc. Aqui aproveitamos a cidade para ir ao shopping, dar uma volta e se divertir também. Sem falar que passamos um bom tempo no escritório dele. Lá, com acesso a internet, trabalhamos e adiantamos nossos assuntos para poder continuar a nossa viagem.
A estrada é longa e tivemos que parar em alguns lugares para reabastecer e fazer uma refeição. Em ambos banheiros, masculino e feminino, são oferecidas camisinhas à população.

No Dahuma, comida japonesa, no hotel Souther Sun em Durbam. Comemos muito bem.

Ribbink’s family se divertindo no quintal de casa!

Fomos a Ballito olhar as condições das ondas, mas resolvemos não arriscar o surf. Essa área tem muito tubarão e a relação risco/benefício era muito pequena.

A barba já estava tão grande que só um barbeiro profissional para resolver a situação.

Fomos na Wave House do Gate Way Shopping de Durban. Ligia se preparando para a caída.

Em ação. Nos divertimos muito.

Parece montagem, mas estou quase entubando de body board. Se cuida Tâmega!

Jason, Marisa, o pequeno James e eu. Memórias de uma vida maravilhosa.

Aug 18
“…com alguns destinos em mente mas poucos planos…”
Chegou a hora de sair do nosso cantinho gostoso em Hout-Bay. Depois de colocarmos tudo no carro partimos do south-west Africano com alguns destinos em mente mas poucos planos. A primeira parada foi em Victoria-Bay. Ficamos na frente do pico em um ‘Bed and Breakfast’ chamado Lands End. Fomos super bem recebidos pelo dono chamado Rod. Havia sido recomendado pelos irmãos Bertish. O lugar é mágico, bem pequenininho - só umas 10 casas na praia e o acesso de carro é restrito aos moradores. Do nosso quarto, em frente as ondas, acordamos agradecendo por tudo. Ainda fomos presenteados com ondas perfeitas! Partimos p/ J-Bay no mesmo dia. Para viajar estamos usando a N2 que não chega a ser uma auto pista, mas é bem sinalizada. A paisagem é bonita e paramos em alguns lugares para relaxar um pouco da pilota e conhecer novos picos. Já em J-Bay ficamos no Africa Perfection, em frente ao pico. Foi muito gostoso o reencontro com esse lugar tão especial. Essas direitas são umas das melhores do mundo para performance, e a chegada de um swell de 4 a 5 pés fez a nossa estadia ficar melhor ainda. Na quarta a tarde pegamos a estrada denovo. Daqui pra frente tudo seria novidade. Já estive por essas redondezas, mas nuncas dirigi até Durban. Estamos fazendo a viagem com paradas, e essa noite ficamos em Cintza em outro B & B: o Penguim. Dependendo das condições, estamos pagando uma média de 300 a 1000 rands o casal por noite. Isso é algo entre 60 a 200 Reais. Cintza é uma cidade muito pequena e de veraneio, com poucos residentes e fica bem na Wild Coast. Durante a viagem vimos uma placa que demorou um tempo pra gente entender.
- Burle, acho que vi uma placa que sinalizava tubarão. Tinha um pássaro, uma estrela e acho que era uma barbatana de tubarão.
Essa costa, além de muito bonita, também é famosa pelos tubarões e definitivamente decidimos não arriscar o surf. Passeamos na praia, yoga e alongamentos antes de hit the road again. A dona do B&B que ficamos nos fez várias recomendações sobre a rota que iríamos fazer para Durban passando pela Transkei. Essa região foi escolhida para ser assentamentos dos povos locais quando os colonizadores chegaram. Foi aqui que o Nelson Mandela nasceu, a 30 km de Mthatha, povos de diferentes etnias tiveram que conviver juntos lá. Anyway, ela nos recomendou de não parar em nehum lugar, jamais dar carona e nem pensar em viajar a noite. Segundo ela, a violência na South Africa esté ruim e piorando. Saímos esperando pelas piores condições, mas a viagem foi bem tranquila. Os povoados que passamos eram como pequenas cidades no Brasil. É lógico que havia animais na pista, consertos e a estrada não era tão boa. Mas a viagem foi bem melhor do que esperávamos. Cruzamos a Transkei curtindo a paisagem e, assim que estávamos a uma hora de Durban, as estradas melhoraram. Levamos 7 horas para chegar. Está sendo uma experiencia muito boa. Quando se viaja de carro temos uma idéia melhor de como as coisas realmente são. Felizes paramos em um bom restaurante para comemorar nossa chegada!
Saindo de Hout Bay
Paisagem a caminho de Vic Bay

Jantamos em Mossel Bay, a trinta minutos de Vic Bay, nesse pub a beira mar.

Visual do nosso quarto em Vic Bay. Incrível!

Café da manhã.

O fim da terra ou finisterre. Lugar perfeito para morar.

Qual o próximo destino?

Olha esse set up.

No caminho para J-Bay paramos em um parque que se chamava big tree. Passeamos no meio da floresta e encontramos essa arvores de 800 anos. Paramos e meditamos sobre nossa vidas.

Um pouco mais sobre a grande árvore.

Nascer do sol no primeiro dia em J-Bay

Uma baleia passeando com seu bebê, bem ao lado das ondas.

Encontramos um casal de SP, o Ricardo e a Daniela da Almada Surf Shop SBC.

Tomando um chá depois da sessão em J-Bay.

Bom dia J-Bay! Em Cape Town, no West Africa, víamos o pôr-do-sol, aqui no East Africa acordamos cedo com o nascer do sol.

Na frente do pico e com lugar para cozinhar. Uma boa opção para quem quer ficar bem.

A primeira vez que vimos essa placa na vida foi em Cintza.

Relaxando pela manhã na praia em Cintza.

Wild Coast é muito linda!

B&B Penguim. Ligia e Antje, alemã que mora aqui há 5 anos.

Placa para alerta de tubarões na wild coast.

Aug 11
Eu sabia que havia algo mais por vir
Na sexta-feira, 8 de agosto, a noite, enquanto o mundo falava das olimpíadas, eu estava focado no que iria acontencer no dia seguinte. Eu sabia que havia algo mais por vir. O corpo não mente, a adrenalina era grande. Aproveitei para fazer uma acupuntura e arrumar toda a logistica para a caída.
O grande dia chegou nublado pela manhã. Deu para sentir na movimentação de todos que os momentos a seguir seriam intensos. Greg Long e Grant Baker saíram para olhar as ondas e voltaram com boas notícias: o mar subiria mais ainda durante o dia. Eu, Ligia, Ritchie e sua namorada, Rachel, fomos dar uma olhada do alto de Chapman’s Pick antes de ir para o porto. De lá deu para ver umas ondas enormes quebrando muito longe. Nesse momento a adrenalina ja estava a mil.
- Hello, Gigs! Where are you, my brother?
- I’m getting there my friend. Take it easy. We will have the whole day.
- Ok! I see you at the harbor.
Gigs é parceiro do Jason Ribick, mas como ele recebeu uma pancada na cabeca durante o evento, estava em observação e não pode surfar esse swell. Nós ficamos de parceiros. O Jamie Sterling fez dupla com o Mark e o Ramon, e ficou com o jet da RedBull no lado de Sunset, outra boa onda que fica a 20 minutos daqui. Então o plano era chegar em Dungeons e depois escolher outras opções. Assim que chegamos no pico de Dungeons, o Greg e o Grant Baker estavam chocados com o tamanho das
ondas e com as condições. Resolvemos ficar por ali. Durante 2 horas surfamos sozinho em condições incríveis. No meio do dia fomos sufar um outside reef meio gordo, e foi lá que o Grant Baker pegou uma onda enorme. A única que veio daquele tamanho. Depois não veio mais nada. O pico era meio indefinido e balançado. Com certeza não é uma onda clássica, mas aquela ondulação era realmente muito grande. Eu o vi descer em alta velocidade e quicando muito. Se não fosse sua prancha, com 15 quilos, ele não teria feito aquele drop. Ainda voltamos a Dungeons para surfar mais morras. Com certeza o mar estava muito melhor lá e, na minha opinião, maior também. Só que não tinha como os fotógrafos chegarem perto, pois o canal estava impossível. No final do dia fomos a Sunset. Ainda peguei 2 ondas por lá, mas já não tinha muita energia. Chegamos em terra no final de tarde. Todos muitos felizes. Com certeza as maiores ondas já surfadas na África do Sul. Um dia de experiências inesquecíves. Aprendi muito, mais uma vez! Adoro estar por perto dos melhores surfistas de ondas grandes do mundo em situações como essas. Obrigado, Senhor!
Eu, Greg e Grant Baker, com a camisa do campeonato de Maresias minutos antes da caída.
Essa é para guardar para sempre.

Tudo documentado antes da saída.

Com os meninos locais. Boa vibração!

Gigs e eu colocando o jet na água.

O filmmaker Neil Webster. Jet adaptado para fazer filmagens em cima das ondas.

A Ligia saiu para dar um passeio no mercado. Atrás, o sinal de passeio para a Seal Island.
O Nauticat não pôde ir muito longe. O mar estava gigante.

Ligia se aventurou, foi ver as ondas de perto e…

…passou mal. Foi resgatada de volta ao porto. Perfeito!

Com os amigos comemorando a caída.

Jantando na casa do Carlos. Comida especial indiana. Muitas comemorações!

Caída em Sunset no domingo. Com Simon, o coach!

Depois da caída. 15 pés perfeito. 2 horas de surf. Esse lugar aqui é incrível!

Fui deixar minha prancha com o Neil. Na frente da casa dele com seu filho.
Festa no Caprice. Balada para despedida da turma!

Com Ramon Navarro, um novo amigo. O surf tem muita coisa boa!

Nessa segunda acordamos com a foto do Grant Baker na capa. Uma super onda. E tem mais no carlosburle.com.

Abraços a todos e fiquem com Deus!
Burle
Sem comentáriosAug 8
“…de emoções somos feitos…”
Domingo, 3 de agosto. Nada mais para se pensar. Um mundo sem contrastes não seria mundo, ou não traria aprendizados. Os dias aqui estão passando com harmonia e temos trabalhado principalmente nossa consciência de que devemos sempre agradecer muito a tudo que temos. Não posso deixar de retratar minha felicidade com todas as coisas que temos. Obrigado, Senhor! Mas de emoções somos feitos e também devo dizer o quanto é triste ver a diferença entre pobres (em sua grande maioria negros) e os ricos (maioria de brancos) aqui na África. Diferença social existe em qualquer lugar do mundo, as vezes mais ou menos acentuada. Outro dia estávamos na cidade e presenciamos um incidente chocante. Vimos um senhor negro cair no chão. Achamos que ele teve um ataque. Era em um lugar que tinha um certo movimento. Mas apesar da cena, ninguem parou para ajudar. Ele estava machucado e sangrava. Aproxidamente 40% da populacao na África do Sul é HIV positivo. Ficamos cheios de constrangimento. A Ligia se aproximou do senhor, que neste momento estava se recuperando, e lhe ofereceu água e um lenço para ele se limpar. Com sinal negativo a ajuda foi negada. Uma sensação de situação mal resolvida estava explicita naquela cena. Um conflito social que vai além das condições socias. Talvez ainda existam cicatrizes do apartheid. Quando penso em nossas condições sub-humanas no Brasil, ainda acho que convivemos, independente da raça, de uma maneira muito + harmoniosa. Ficou o aprendizado que só o amor pode curar essas feridas, e que o tempo faz parte desse remédio. Temos feito muitas coisas por aqui, trabalhado, treinado, nos divertindo… Mas o principal de tudo sempre é o aprendizado. Aqui vão algumas fotos de momentos dessa semana. Beijos a todos e fiquem com Deus!
No domingo o dia estava lindo e ventando muito. Aproveitamos para passear. Visual de Hout Bay.
O que é preciso para acertar na mosca?

Um passeio no mercado local!
Caminhada para Seal Island ao lado de Dungeons. Mar flat!

O visual olhando da prainha ao lado de Dungeons.

O dia estava muito gostoso e aproveitamos para relaxar do frio se deitando na areia quentinha.

O Nauticat em visita a Seal Island.

Ficamos um bom tempo observando nossos amigos.

Barcos de pescadores locais.

Essa região tem a maior variedade de arbustos do mundo. E muitas flores também.

Churasquinho na casa do Simon. Um clima muito agradável.

Pôr-do-sol visto da casa do Simon.

Caminhada na praia.

O Simon e o Andrew são vizinhos. Aqui estamos na varanda do Andrew Marr.

Vista das casas olhando da praia.

Obrigado, Senhor!

Segunda, 4 de agosto. Wireless no quarto e um visual lindo para trabalhar.

Levei a Ligia para conhecer o Cabo da Boa Esperança.

Uma daquelas fotos que não tem como explicar.

Uma vontade de voar incrível!

Off tracking - lugares lindos e muito exercício.

Essa é local!

Olha ela aqui denovo.

A rock dasie está por todos os lugares. Parece um preá grande, mas por incrível que pareça são parentes dos elefantes.

Vendo as ondas e os rock dasies.

Babuínos no meio da rua e fora da reserva.

Paramos em um viveiro de plantas para pesquisar a flora local.

Ligia trabalhando.

Depois de um dia longo um bom jantar com um bom vinho.

Terça, 5 de agosto. Os gatos estão por todos os lugares e me lembram da casa da minha mãe. Depois fica ruim de vestir as roupas de borracha cheias de pelos.

Nosso quartinho.

Mais um dia de passeio e trabalho. Visitamos o jardim botânico local. É um programa imperdível.

O lugar é enorme e com vários ambientes diferentes. Da para fazer caminhadas até o topo das montanhas.

Ligia e Pagamani, especialista em plantas do parque.

Um grupo de alunos visitando o parque.

Versão de uma oca africana.

Momento de descanso entre as caminhadas.

A protea rei - enorme!

O dia esquentou. adimirando os arbustos.

Incansáveis, saímos do parque para um almoço em Camps Bay, onde encontramos nosso amigo Carlos. De lá ele nos levou para subir a Table Mountain.

Vistas incríveis. Levamos 1 hora e meia para subir. Foi um exercício animal.

Saímos daquela estradinha lá embaixo. Impressionante!

No meio do caminho.

O presente dos nossos esforcos. Foi uma missão, e por pouco não perdemos o último bondinho.

A montanha Mesa e sua famosa corbertura de nuvens.

Ligia e o sol da vida!

Tivemos que voltar com os funcionários.

Jantar no Lemonchielo. Lugarzinho para locais com excelente comida. O Carlos nos levou lá.

Carlos, Ligia e eu.

Quarta, 6 de agosoto. Finalmente chegou o dia do nosso teste. Depois de 3 horas de prova, fomos aprovados.
Geoff Howkins (instrutor), eu, Jaime e Mark.

Almoçamos em um lugar muito legal. Jamie e Linden.
Lamburger. Poderíamos lançar essa novidade no Surf Adventures.

Para quem vai a Kommetije vale uma parada no farm shop. Tem de tudo e do bom.

A noite fomos convidados pelo Carlos para uma degustação de vinhos e janta no seu hotel. Chapman’s Peak Hotel.

Quinta, 7 de agosto. Fotos com Allan para a Fluir. Estar aqui é muito importante profissionalmente.

Uma visita. Squirrel.

Ida ao centro para pegar equipamentos. O famoso mercado da Long Street.

De olho nas placas para não se perder.

Jet ski em cima para o swell desse sábado. Estão falando que vai estar enorme.

Surfzinho no final de tarde em Long Beach com a Ligia para relaxar.

Que Deus abençoe todos nós!

Jantar com Pierre, presidente da associação de tow-in local.

Vocês se lembram que comentei (há muito tempo atrás) sobre um amigo que tinha sido atropelado de bicicleta e estava em coma. Olha ele aqui. Valeu, Glen!



